Ora, a Bíblia relata que: "vendo, pois, os homens o sinal que Jesus fizera, disseram: Este é, verdadeiramente, o profeta que devia vir ao mundo". Prosseguindo, coloca que Jesus sabia que com isso o proclamariam rei e, por isso, decidiu retirar-se e ficar sozinho. Assim, os discipulos decidiram partir para o outro lado do mar. E, Jesus, na conhecida passagem, vai ao encontro deles, andando por sobre mar.Contudo, no dia seguinte, o que se viu foi a multidão, que recebera aquela dádiva de Jesus, retornando ao local do milagre e procurando por Jesus. Não o achando, partiram ao seu encontro para o outro lado do mar.

O reencontro de Jesus com a multidão é que me chama a atenção. Jesus diz o seguinte: "Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna."
Agora Jesus começa a ensinar sobre uma mudança de perspectiva. Ele mostra que a perspectiva eterna é maior que a perspectiva material, passageira e terrena.
E assim começa uma grande discussão com os judeus, pois o grande sinal de Moisés, que foi o maná (pão) descido dos céus para alimentar o povo hebreu no deserto, estava sendo, de certa forma, desmerecido por Jesus. Pois, ele afirma que mesmo comendo do maná, o povo morreu no deserto, já que este era um alimento que durava por esta vida apenas. Jesus se apresenta como o verdadeiro Pão que desce do céu. Aquele que dá vida eterna a quem dele comer.
Ora, o discurso de Jesus era de que as pessoas estavam preocupadas apenas com o pão de cada dia e o seguiam apenas por esse motivo. Queriam as bençãos, os milagres. Queriam o que era físico e terreno. E Jesus não veio para isso.A multidão estava tão presa as coisas desse mundo, que entenderam ao pé-da-letra, o que Jesus disse sobre comer do seu corpo e beber do seu sangue. Eles não entenderam que falava de ter comunhão com ele. Ele diz que quem dele se alimenta, por ele viverá. Quem come e bebe dele, permanece nele.
Assim, muitos dos que o seguiam não receberam bem aquele discurso de Jesus e se desanimaram. Acharam muito duro aquele discurso. Ora, não era o que esperavam. Não queriam vida eterna, queriam vida material abundante.
Jesus compreendendo o que pensavam afirmou que: o espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita.

O resumo da ópera foi que muitos abandonaram a Jesus naquele momento. A multidão não queria aquele discurso. A multidão quer pães e peixes. Quer milagres e sinais.
Jesus pergunta aos seus discipulos se eles queriam seguir a multidão e desistirem de tudo. E a resposta é marcante. O discípulo Pedro, como sempre, diz: "Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus."
A multidão procura palavras de prosperidade terrena. Busca os seus próprios interesses. Quer ouvir o discurso da prosperidade.
O discurso bíblico é outro, implica abrir mão de uma série de coisas. Implica olhar por uma perspectiva eterna que é difícil de se obter, por vivermos nesse mundo.
Eu entendo a resposta de Pedro. Nascemos nesse mundo, crescemos, vamos a escola, aprendemos uma série de teorias e nos questionamos: mas será que fazemos tudo isso, para depois terminarmos num lindo caixão, a sete palmos de terra?
Ora, para quem iremos, se só Jesus tem essas palavras de vida eterna? Qual o sentido da vida, se não tem por trás uma eternidade?
Você já tentou se enveredar pela série de porquês da vida? Tipo: Por que eu estudo? Para ter uma profissão. Por que ter uma profissão? Para ter dinheiro. Por que ter dinheiro? Para me sustentar. Por que me sustentar? A resposta não será para viver para sempre, pois um dia a morte vem e essa pergunta fica sem o menor sentido a sete palmos de terra.
Perspectivas eternas...poucos vivem e viveram sob essa perspectiva.
Vamos nos aprofundar no discurso de Jesus, porque ele é quem pode nos ensinar sobre isso. Como ele disse: trabalhemos pois pela comida que subsiste para a vida eterna.
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