sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Reflexão: Perspectivas eternas

Gostaria de tratar nessa postagem de um dos encontros que Jesus teve com a multidão. Este encontro está narrado no Evangelho escrito por João no capítulo 6. Tudo começa com Jesus e seus discipulos atravessando o mar da Galiléia, sendo seguidos por uma numerosa multidão. Do outro lado do mar, a grande pergunta que surgiu foi a respeito do provimento de alimento para aquele povo todo. E a grande resposta foi uma multiplicação de pães e peixes proporcionada por Jesus.

Ora, a Bíblia relata que: "vendo, pois, os homens o sinal que Jesus fizera, disseram: Este é, verdadeiramente, o profeta que devia vir ao mundo". Prosseguindo, coloca que Jesus sabia que com isso o proclamariam rei e, por isso, decidiu retirar-se e ficar sozinho. Assim, os discipulos decidiram partir para o outro lado do mar. E, Jesus, na conhecida passagem, vai ao encontro deles, andando por sobre mar.

Contudo, no dia seguinte, o que se viu foi a multidão, que recebera aquela dádiva de Jesus, retornando ao local do milagre e procurando por Jesus. Não o achando, partiram ao seu encontro para o outro lado do mar.

O reencontro de Jesus com a multidão é que me chama a atenção. Jesus diz o seguinte: "Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna."

Agora Jesus começa a ensinar sobre uma mudança de perspectiva. Ele mostra que a perspectiva eterna é maior que a perspectiva material, passageira e terrena.

E assim começa uma grande discussão com os judeus, pois o grande sinal de Moisés, que foi o maná (pão) descido dos céus para alimentar o povo hebreu no deserto, estava sendo, de certa forma, desmerecido por Jesus. Pois, ele afirma que mesmo comendo do maná, o povo morreu no deserto, já que este era um alimento que durava por esta vida apenas. Jesus se apresenta como o verdadeiro Pão que desce do céu. Aquele que dá vida eterna a quem dele comer.

Ora, o discurso de Jesus era de que as pessoas estavam preocupadas apenas com o pão de cada dia e o seguiam apenas por esse motivo. Queriam as bençãos, os milagres. Queriam o que era físico e terreno. E Jesus não veio para isso.

A multidão estava tão presa as coisas desse mundo, que entenderam ao pé-da-letra, o que Jesus disse sobre comer do seu corpo e beber do seu sangue. Eles não entenderam que falava de ter comunhão com ele. Ele diz que quem dele se alimenta, por ele viverá. Quem come e bebe dele, permanece nele.

Assim, muitos dos que o seguiam não receberam bem aquele discurso de Jesus e se desanimaram. Acharam muito duro aquele discurso. Ora, não era o que esperavam. Não queriam vida eterna, queriam vida material abundante.

Jesus compreendendo o que pensavam afirmou que: o espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita.

O resumo da ópera foi que muitos abandonaram a Jesus naquele momento. A multidão não queria aquele discurso. A multidão quer pães e peixes. Quer milagres e sinais.

Jesus pergunta aos seus discipulos se eles queriam seguir a multidão e desistirem de tudo. E a resposta é marcante. O discípulo Pedro, como sempre, diz: "Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus."

A multidão procura palavras de prosperidade terrena. Busca os seus próprios interesses. Quer ouvir o discurso da prosperidade.

O discurso bíblico é outro, implica abrir mão de uma série de coisas. Implica olhar por uma perspectiva eterna que é difícil de se obter, por vivermos nesse mundo.

Eu entendo a resposta de Pedro. Nascemos nesse mundo, crescemos, vamos a escola, aprendemos uma série de teorias e nos questionamos: mas será que fazemos tudo isso, para depois terminarmos num lindo caixão, a sete palmos de terra?

Ora, para quem iremos, se só Jesus tem essas palavras de vida eterna? Qual o sentido da vida, se não tem por trás uma eternidade?

Você já tentou se enveredar pela série de porquês da vida? Tipo: Por que eu estudo? Para ter uma profissão. Por que ter uma profissão? Para ter dinheiro. Por que ter dinheiro? Para me sustentar. Por que me sustentar? A resposta não será para viver para sempre, pois um dia a morte vem e essa pergunta fica sem o menor sentido a sete palmos de terra.

Perspectivas eternas...poucos vivem e viveram sob essa perspectiva.

Vamos nos aprofundar no discurso de Jesus, porque ele é quem pode nos ensinar sobre isso. Como ele disse: trabalhemos pois pela comida que subsiste para a vida eterna.


obs: imagens retiradas de http://www.thebricktestament.com/

sábado, 13 de dezembro de 2008

Uma Noite de Paz - Fruto Sagrado
Composição: Marcão


Você já esqueceu do aniversário de quem você ama?

Já esqueceu o nome de alguém que te ama?

Mas chega o fim do ano e é tudo igual, eu acho que vocês acham que eu sou débil-mental!
São mais de 300 dias debaixo da opressão medo da guerra, da bala perdida, medo do medo da solidão.
Eu vejo os shoppings lotados, ruas lotadas, Avenidas decoradas por corações vazios...

Feliz Natal... pra criança deixada na rua. Noite Feliz... praquele que não tem o que comer! Feliz Natal... pro pai desempregado. Noite sem paz... praquele que a morte veio ver!Uma noite de paz... Uma noite...
Estava desconfortável, escuro e frio, o cheiro dos animais invadia o curral. Onde a virgem Maria trouxe ao mundo o Príncipe da Paz, o único capaz. De transformar o caos em harmonia, a tempestade em calmaria. Corações sujos como aquela estrebaria, em um lindo shopping center decorado pro Natal...

Feliz Natal... o natal que muita gente esqueceu! Noite Feliz... pra quem ainda não veio pra festa!Feliz Natal... o mundo é quem ganhou o presente! Noite sem paz... Pra quem esqueceu daquele que nunca te esqueceu!
Feliz Natal... deixe-o nascer em seu coração! Noite Feliz... o passado fica pra trás! Feliz Natal... Você é o presente de Deus! Noite de paz... a morte morreu de medo ao ver Jesus nascer! Uma noite de paz... Muito mais que uma noite de paz!
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“A morte morreu de medo ao ver Jesus nascer!”

Tem um velho ditado que diz: “Uma coisa é certa, um dia todos nós morreremos!”


Será verdadeiro esse ditado? Jesus disse: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.” A morte não apenas “morreu de medo ao ver Jesus nascer”, mas também perdeu TOTAL poder sobre a minha e a sua vida. O dito popular, que nos parece ser tão obvio, perde o significado completo se olharmos pra Jesus. Em Cristo eu já passei da morte para Vida! Pra quem crê o viver é Cristo e o morrer é lucro! Ele é quem dita todos os ditados na minha e na sua existência!

Se nós afirmamos isso o tempo todo, porque não vivemos essa realidade?

Creio que no Natal é onde fica mais clara a nossa falta de convicção a respeito da Eternidade.

Pense aí se não é cinismo a gente viver o ano inteiro de frieza com o nosso próximo, sem dar a mínima pra gente de dentro de nossas casas, e chega no Natal é aquela palhaçada... Temos que nos reunir! Fazer comidas de todos os tipos, sem lembrar que não foram poucas as vezes no ano, que a gente se deparou com quem não tem o que comer. Como dizemos amar pessoas que não nos interessam o ano todo? Não estou dizendo que nós não temos que nos reunir. Reunir é sempre bom. Reunir em verdade é melhor ainda!

"o que não é Eterno, é eternamente inútil” CS Lewis


Comer, beber, reunir, cantar, presentear, receber presentes, isso tudo é muito legal e faz parte da tradição natalina. Mas isso não é o Natal!

Sem perceber o real significado da Encarnação, ou quem sabe percebendo, mas ignorando o valor disso, temos vivido um Natal de gelo o ano todo.
Se queremos saber como é o Natal de Deus, é só olhar pra Cristo. Não são poucas as vezes que nos colocamos ao lado oposto de Jesus. Caminhando contra a maré-de-Deus, remando a favor dos fariseus e sua turma.

Que possamos viver o tempo chamado hoje, agindo sempre como quem realmente vive Eternamente, buscando amar todo dia e não apenas no final do ano.

Vamos investir tempo naquilo que realmente é do Reino, pra que um dia o céu não nos pregue uma peça muito desagradável.

O convite é simples assim... fazer desse Natal o único que pode existir, que é dentro do coração do homem, buscando a sinceridade consigo mesmo, antes de ser com o próximo! Eu tentei ser o mais sincero comigo mesmo. Percebi que esse Natal pode ser muito mais de Cristo do que uma mera data comemorativa... depende apenas de mim e de você!

O Natal seja pra nós o mesmo que é pra Deus. Salvação todos dias!

"muito mais, que uma noite de Paz"

Isaias 53:11: “Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniqüidades deles levará sobre si.”
Link da música http://br.youtube.com/watch?v=a88uu9sWovk

Ação e Reação

Toda ação tem uma reação, passamos um tempo das nossas vidas na escola ouvindo sobre isso. Vimos também isso ser aplicado em vários objetos e bonequinhos nos livros de Física.

Não estou querendo aqui fazer a linha de "O Segredo", até pelo fato de que ele não diz nada que um ser humano médio não saiba , e as outras coisas são pura invenção, misturando uma série de supertições e exoterimos.Vivo reclamando dele e aqui é sem dúvida um bom lugar, para que todos saibam minha posição em relação.

Não acredito que minhas energias vão fazer algo por mim, nada que saia do meu corpo imperfeito é capaz de operar uma mudança tão significativa assim, minha vida pertence ao Senhor.

Mas até ai tudo bem, agora, até onde eu devo agir e até onde eu devo deixar que Deus opere?

Você realmente queria uma resposta? De mim pobre pecador? Não creio.

Deixando a brincadeira um pouco de lado, não é de hoje que vemos pessoas de diferentes idades deixarem de fazer algo na esperança de o chão tremer, o céu se abrir e o milagre acontecer, acompanhado de um grande trovão e outras coisas que deixariam Spielberg com inveja. Estamos falando daquele emprego, daquela promoção, faculdade, carro-(menos capitalistas agora), de uma vida espiritual sólida, de um bom relacionamento com os seus familiares, enfim.

Eu acredito que somos perfeitamente capazes de fazer algumas coisas, outras não, e ai devemos mesmo contar com a ajuda de cima.

Temos o problema também de pedirmos algo e não termos noção do que estamos pedindo, por exemplo, cansei de orar por mais fé, resultado, mais e mais provações para que eu tivesse oportunidade de exercer a mesma. Em um filme,mas precisamente A Volta do Todo-Poderoso(alguns devem estar pensando, o que se tira desse filme além de grandes piadas?) a mãe da família núcleo do filme tinha um encontro com "Deus", e ali falava que por diversas vezes pediu mais amor entre os integrantes da família dela, e que naquele momento a família dela estava acabando e ela não entendia a razão, se sempre pediu por isso. Bom a resposta foi simples, porém com um significado imenso. O personagem respondeu( mais ou menos assim) : Quando vocês pedem por amor, querem que eu somente encha vocês desse sentimento, ou não seria melhor permitir que algumas coisas aconteçam para que esse amor se concretize?".

Quando não lemos sua palavra, oramos, procuramos estar mais perto dele e cobramos sempre, como vamos ter uma vida espiritual, intimidade com ele?A mesma coisa coisa com aquele emprego que nós sonhamos, pedimos pra Deus mas não nos preparamos, fazendo o curso que facilitaria nossa entrada em uma empresa. Pedimos a promoção ou um aumento mas não trabalhamos com todo nosso potencial, sempre dando 30%, quando damos.

E ai, quando as coisas não vão do modo como nós queremos, colocamos a culpa em Deus e tá tudo certo. somos coitados, injustiçados e merecemos muito mais do que nossas ações.

Assim é fácil, não é?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O Deus que Ressuscita!

Outro dia estava lembrando da minha infância, das brincadeiras, castigos, amigos e dos meus sonhos.

Percebi que muitos dos meus sonhos ficaram para trás, deixaram de existir, se tornaram sem propósito, outros percebi que seriam impossíveis de realizar, outros só existiam realmente nos sonhos e por fim aqueles que, com o decorrer dos dias e anos, fui perdendo a esperança de realizar.

No dia-a-dia, com toda essa correria que este mundo capitalista, egoísta e agitado nos impõe, acabamos por perder algumas coisas fundamentais, tais como alegria, esperança, sonhos, paciência, amor ao próximo e em casos extremos nossa honestidade e dignidade.

Determinadas situações que outrora incomodavam, hoje já não incomodam tanto. Acontecimentos que chocavam, hoje quase passam despercebidos.

O que está acontecendo? Aonde vamos parar nesse ritmo?

Cada um de nós temos coisas que morreram com o passar dos anos. Talvez alguns sonhos, a alegria ou ainda a esperança de receber, realizar ou conquistar algo.

Talvez deixamos morrer aquele primeiro amor que sentimos quando conhecemos a Cristo.
Em nossas casas, com esposas, mães, pais e irmãos, deixamos morrer aquele carinho mútuo, aquele amor que aquecia.

Porém tem uma história na bíblia em que Jesus dois dias após receber a notícia de que um amigo estava doente, foi visitá-lo.

Lá chegando o encontrou já falecido. Suas irmãs choravam muito, pois além de perderem um irmão, perderam também a alegria, a esperança, dentre outras coisas... O único irmão homem havia falecido.

Mas Jesus ordenou que Lázaro saísse de seu túmulo. Jesus Ressuscitou não só a Lázaro, mas também a alegria e a esperança daquela família.

Não sei o que pode ter morrido em você; não sei o que você perdeu ao longo desses anos; tampouco sei o impacto que isso gerou na sua vida, mas eu sei que existi um Deus que pode ressuscitar em você algo que tenha morrido.

Eu creio no Deus que pode ressuscitar o amor, a alegria, pode renovar nossas forças, pode trazer a memória aquilo que nos dá esperança.

O que você precisa que seja ressuscitado para não ser mais um na multidão? O que falta em você para fazer a diferença? O que falta em você para arregaçar as mangas e trabalhar na obra? Qual sentimento morreu a ponto de não mais querer estar entre irmãos?

O que morreu para não ser luz na sua casa, escola, faculdade, trabalho, etc?

O que morreu que lhe tirou a alegria da salvação? O que morreu que lhe tirou a esperança no Senhor?

Pense e peça ao Deus que ressuscita para agir na sua vida...

Receba a vida de Deus e não seja mais um na multidão.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Reflexão: Dois loucos e uma multidão


Certa vez, Jesus estava ensinando a uma multidão, quando um homem se levantou e pediu que Jesus ordenasse ao seu irmão que repartisse com ele a herança. Ora, reprovando-o pela avareza, Jesus afirmou que a vida de um homem não consiste dos bens que possui e contou a todos uma parábola. A parábola dizia a respeito de um homem rico cujo campo produzia com abundância. Este homem, contudo, se questionava quanto ao fato de não ter lugar para guardar todos os frutos da colheita. Repentinamente, o homem encontrou uma solução: destruir os celeiros que possuía e reconstruir outros maiores que comportassem toda a sua produção. Satisfeito, o homem disse a si mesmo: tenho agora estocado muitos bens para muitos anos; agora posso descansar, comer, beber e me regalar...

Enfim, preocupações normais de um homem normal. Um verdadeiro capitalista, daqueles que a gente vê na TV e admira. Daqueles que vendem best-sellers sobre como ficar milionário (e, de fato estes ficam, porque as pessoas, comprando seus livros, acabam contribuindo mais ainda para riqueza deles).

Porém, a verdade é outra e Jesus conclui a parábola dizendo o que ele pensa desse homem. Ele diz: Louco, esta noite, pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.

Pois é, este é o Louco número 1, o louco materialista que se esquece que um dia vai morrer, e que este dia pode ser hoje mesmo. Jesus, em seguida a essa parábola, para tornar as coisas mais claras, começa a ensinar que não devemos andar ansiosos por coisa alguma, mas antes buscar em primeiro lugar o reino de Deus, porque assim todas as outras coisas nos seriam acrescentadas.

Para efeito de comparação, vamos ao Louco número 2. Este outro louco, é aquele que diz frases como as seguintes: Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens. Nós somos loucos por causa de Cristo, e vós, sábios em Cristo; nós fracos, e vós fortes; vós nobres, e nós desprezíveis. Até a presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerado lixo do mundo, escória de todos.

Enfim, este é um doido de pedra. Um cara que aceita ser lixo do mundo. Um cara que certamente não demonstra em seu discurso buscar e receber a tão propalada prosperidade, da qual deveria tomar posse por ser filho do Dono do ouro e da prata. Um cara fora da visão: Louco!

Porém, existe uma verdade aqui também. Esse louco, chamado Paulo, creu na loucura da mensagem da cruz e não tinha o menor problema para assumir essa condição e abrir mão de glórias passageiras em prol de uma glória eterna.

E a multidão...

São aqueles que não querem ser nenhum dos dois loucos e que, portanto, ficam transitando entre os dois tipos e se apegam a uma religião qualquer apenas como desencargo de consciência, legitimando assim, a verdadeira intenção dos seus corações que é obter as glórias ainda nessa vida, porém garantindo o seu passaporte para vida eterna.

Não sou hipócrita de dizer que sou um louco número 2; ainda há resquícios de um certo racionalismo e ceticismo que adoraria que fosse extirpado da minha mente. Porém, esse é o desafio da fé e que me faz a cada dia querer atingir um nível de loucura que me faça simplesmente crer e não andar mais ansioso por nada. Quanto a vocês, tirem suas próprias conclusões...o texto ficou muito longo.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

No silêncio!!


Silêncio no dicionário : estado de quem se abstém de falar;
taciturnidade;
privação voluntária do falar;
abstenção de publicar qualquer notícia ou facto;
ausência de ruído;
interrupção de correspondência;
omissão de explicações;
sossego;
segredo;
toque nos quartéis e conventos, depois do recolher;

Quando pequeno, fui alfabetizado com um livro chamado : Barulinho do silêncio. Interessante, o silêncio ter barulho. Lembro-me que fiquei muito tempo pensando nessas duas informações totalmente distintas, e tudo isso se passando na mente de um menino com seus 06. anos, algo assim, bom, não deu em muita coisa.

Depois de um tempo, isso foi ficando mais claro na minha cabeça, o silêncio quer dizer muita coisa, no Direito pode até significar concordância. Então o silêncio tem valor, correto?

O cristão tem um desafio, conseguir identificar a voz de Deus, como a ovelha do rebanho consegue identificar, na correria do nosso dia-a-dia temos problemas com isso, de concentração e quantas coisas acontecem a nossa volta que fazem tanta diferença e que nós nem percebemos?

Existem situações também em que somos convidados para falar romper o silêncio, aconselhando um amigo, parente, companheiro(a), enfim, qualquer pessoa que nos requisite e ai desandamos de falar o que nos vem em mente, a pergunta é: você deixaria que escrevessem tudo o que diz?.

E quantas besteiras falamos?

“Melhor ser tido como um bobo do que abrir sua boca e remover toda a dúvida."

Não seria muito mais interessante se o que nós falássemos estivesse pautado no que vem do alto? Complicado isso, né? Então faço um convite, vamos fazer silêncio, vamos tentar perceber como, quando e onde Deus quer que nós falemos e SE quer. Afinal o seguimos, somos seus discípulos.

Provérbios 17:28: “Até o insensato passará por sábio, se ficar quieto, e, se contiver a língua, parecerá que tem discernimento.”

Como meus avós sempre falam, melhor é sempre ouvir!!!

Reflexão: Medo da rejeição

Nesta postagem, gostaria de expor de forma sincera, um dos grandes problemas que nos impede de ser um diferencial no meio da multidão. Gostaria também de colocar que falta ainda no meu processo de amadurecimento, vencer definitivamente esse tipo de problema.

Ora, o medo de ser rejeitado e a necessidade de aceitação é uma questão crucial que toda a humanidade precisa aprender a lidar. Na maioria das vezes, é muito melhor se juntar à multidão e evitar se expor e ser contrariado ou até ridicularizado.

Diante de tantas filosofias, pensamentos e teorias que a pós-modernidade tem nos trazido fica cada vez mais difícil para os cristãos levantarem a bandeira de princípios que correm contra a maré. Isso sim é um problema! O cristão, segundo o próprio mestre Jesus, deve ser a luz e o sal desse mundo. Ele não pode de forma alguma ficar calado.

Ah, mas e o medo da rejeição! Parece que trava tudo, não é!

Bom, gostaria de narrar uma história que está contada no livro dos Atos dos Apóstolos (cap. 17):

Certa vez, o apóstolo Paulo em uma de suas viagens missionárias passou pela famosa cidade de Atenas na Grécia Antiga. Paulo costumava pregar o evangelho em sinagogas e praças daquela cidade. Porém, na história é contado que os filósofos gregos discutiam com ele e o chamavam de tagarela por aquilo que pregava. Imagina só! Muito legal ser chamado de tagarela, não é? Enfim, continuando, esses filósofos resolveram levar Paulo para o Areópago, que era o local onde os filósofos se reuniam. Ora, o discurso de Paulo continha muitos assuntos estranhos aos gregos, o que despertou a curiosidade deles.

Paulo inicia então seu discurso de forma bastante inteligente procurando contextualizar a mensagem do evangelho com a cultura grega daquela da época. Em meio a grande quantidade de deuses e deusas que os atenienses possuíam, Paulo apresenta então um Deus Desconhecido por eles, o Deus Criador. Até ai tudo bem, os gregos poderiam até achar interessante aquele discurso, até porque, agora, tinham mais um deus para o seu rol. Contudo, o discurso de Paulo não parou por aí. Paulo exorta os atenienses ao arrependimento, dizendo que haveria um juízo final realizado por meio de um Homem que veio ao mundo, morreu e ressuscitou.

O discurso de Paulo vinha bem. Ele falava coisas bonitas. Agora, o problema foi quando apontou os erros dos atenienses. Quando não se omitiu e falou a verdade. Encarou os atenienses e não teve medo da rejeição. Disse que precisavam se arrepender.

Qual o resultado desse discurso então? Milhares de pessoas se converteram e Paulo foi honrado pela sua grande sabedoria? Nada disso...

Uns zombaram, outros disseram que em outro momento ouviram sobre aquele assunto. Ou seja, Paulo pagou o maior micão na frente dos grandes sábios desse mundo. Foi motivo de chacota.

Mas, é claro, a história não para por aí. Ela se encerra dizendo que alguns, porém se agregaram a ele e creram. Não sei quantos exatamente, mas acredito que não foram muitos.

No final, para a multidão, Paulo fez papel de idiota. Mas, a grande questão é: Será que por esses alguns que creram já não valeu a pena?

Até que ponto, o nosso medo da rejeição, não nos tem impedido de privilegiar poucos que sejam com a mensagem do evangelho?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Igreja: Um Mercado Livre



Todos já ouviram falar do site de compra e venda chamado Mercado Livre. Outro dia assistindo a propaganda que dizia: “Alguém tem o que você procura, alguém procura o que você tem!!” parei para pensar sobre isso.

Meditando no texto muito conhecido de Atos 4, especificamente o versículo 32, parte final (Tudo, Porém, lhes era comum.) que sempre ouvi com a entonação de bens materiais, percebi que a igreja é um grande mercado livre, mas não materialmente, e sim espiritualmente.

A maioria das vezes vamos a igreja buscando receber alguma coisa, seja de Deus ou de outros irmãos. Quem nunca chegou na igreja querendo receber um abraço, um sorriso ou uma palavra amiga que, por certo, traria grande conforto ao coração?

Neste ano que se passou confesso que busquei muito mais receber do que dar alguma coisa, até pelas circunstancias que vivi no final do ano passado, mas fato é que, independente das circunstancias sempre temos algo a oferecer.

Sempre temos algo que alguém procura. E na igreja, como uma comunidade, temos a oportunidade de oferecer o que temos, bem como receber o que procuramos.
Será que estamos disponíveis a dar alguma coisa a quem precisa? Não materialmente, mas sim espiritualmente?

Será que estamos sensíveis ao Espírito Santo que nos incomoda diversas vezes a oramos com alguém, ou simplesmente dar um abraço amigo, uma palavra de amor?

Fui incomodado e levado a pensar sobre minha condição na igreja, e percebi que por diversos momentos fui tão egoísta que não percebi a ausência de um irmão, ou quando percebi, não me importei o bastante para visitá-lo ou pegar o telefone para simplesmente dizer que estava com saudade...

No inicio do versículo 32 diz que “da multidão dos que creram era um o coração e a Alma.”
O que temos oferecido? Temos compreendido que vivemos uma só fé, um só amor, um só corpo e um só Espírito?

Sabemos o nome dos irmãos que cumprimentamos, se é que cumprimentamos? Temos nos atentado ao que se passa ao nosso redor? Ou será que a saída de um irmão da igreja não nos incomoda mais?

Sinto-me desafiado, e gostaria de desafiá-los, a NÃO SERMOS MAIS UM NA MULTIDÃO que busca apenas receber, mas a partir de hoje irmos à igreja com o objetivo de dar a alguém o que você tem, pois alguém procura o que você tem, independente das circunstâncias que você está.

Assim poderemos efetivamente viver como irmãos, sendo-nos tudo em comum.

Não se esqueça: Na igreja alguém procura o que você tem, e alguém tem o que você procura!

Que Deus nos ajude a vivermos como irmãos!!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Alguém aí tem medo de Dentista?




Eu pensei, pensei, e repensei várias coisas que poderia colocar aqui....

Mas como pensar no que escrever sentindo dores?

Então SAIBA, é na dor que se enxerga quem é quem na multidão!

Mas o que isso tem haver com a minha Vida no sentido amplo da palavra?

TUDO!

Deus é o Agricultor, mas também poderia ser Dentista! Eu tive essa certeza hoje, sentado em uma cadeira, olhando a dentista arrancar dois de meus sisos. Parece brincadeira, mas esteja certo que Deus tem que arrancar muitos sisos da nossa vida pra que tenhamos uma boca saudável.

Ele tem cuidado de mim e de você todos os dias! Tirando da nossa boca-vida dentes defeituosos, alinhando os sorrisos e construindo em mim e em você a “cara” Dele em nós.

Necessário é que tenhamos sempre a consciência de que há tempo de nascer e há tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de colher! Sejam frutos ou sejam dentes...

Se nós, enquanto nos julgarmos “Boca-de-Deus” na terra, não tivermos coragem de deixar os sisos com o Dentista, (entendendo que ainda que eu seja mudo Ele fala), seremos apenas MAIS UM NA MULTIDÃO de bocas desse mundo.

E aí... Vamos ao Dentista?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Reflexão: Onde está o Wally nessa multidão??

Não sei se vocês também passaram uma parte da infância tentando saber onde estava o tal do Wally. Lembro-me que gastava um tempão para achar o cara de óculos com gorro e camisa listradas.

Enfim, Wally era um cara que estava em todos os tipos de lugares com os mais diferentes tipos de pessoas. Bastava uma multidão e ele estava lá no meio dela.

E, assim, como estamos falando em não ser mais um na multidão, me lebrei desse personagem da minha infância.

Agora...

Sabe por que nós sempre (mesmo demorando horas) acabávamos achando a figura?

O Wally era sempre o mesmo, independente do lugar ou da multidão onde se encontrava. Mudava o ambiente, mas era só procurar o carinha de gorro e camisa listrada com óculos que achávamos.

Bom, Wally e a minha infância à parte, usei esse personagem para que pudéssemos estar lembrando no nosso dia-a-dia, que se queremos não ser mais um na multidão, uma das coisas que precisamos fazer é sermos nós mesmos sempre, independente da multidão ao nosso redor. Não devemos tentar mudar a nossa essência em função daqueles que estão ao nosso redor. Se não, seremos sempre mais um na multidão.

Usando um texto bíblico bem interessante, gostaria de fechar essa reflexão:
"Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele." 2 Crônicas 16.9

Tal como nós, procurando o Wally, Deus passa seus olhos por toda a terra. E eu acredito que Deus nos enxerga sempre como uma pessoa diferente da multidão, porque ele sempre vê a nossa essência, que não muda.

Porém, cabe lembrar: E as outras pessoas da multidão, elas conseguem enxergar sempre essa essência em nós??